sábado, 17 de dezembro de 2011

Quadrilheiro

Quando alguém lê ou ouve a palavra quadrilheiro, raramente a relaciona com a pessoa que gosta de dançar quadrilha. Existem duas danças chamadas quadrilha. A mais conhecida é a dançada na festa de São João. A outra é uma antiga dança francesa. Quadrilha também é uma carroça puxada por quatro animais. Cavalos, burros ou bois. Só não sei se os animais são quadrilheiros.

Quadrilheiro também é aquele indivíduo que repartia os despojos de guerra. Para a população quadrilheiro é um membro de quadrilha de malfeitores. Bandidos.

Teoricamente, democracia deveria ser um sistema político que atenderia aos interesses da população. As decisões do governo não poderiam ser de ordem pessoal e sim o da maioria, desde que dentro dos princípios da ordem e dos bons costumes.

Campanhas eleitorais são verdadeiras guerras. Agressões verbais e compras de votos são as principais armas usadas pelos candidatos para conquistar o voto do povo. Compõem o arsenal em prol de uma eleição, dita democrática, traições e promessas. Promessas que nunca são cumpridas e nem pagas.

Terminada esta guerra eleitoral entra e cena o quadrilheiro. Aquele que vai repartir os despojos desta disputa. Não são peças de ouro ou prata. É a distribuição de ministérios, secretarias, presidências das empresas estatais e cargo que rende fortuna, tráfico de influência e poder.

Não sei se é uma orquestração do Planalto Central ou se a imprensa esta caindo de madura. Todo dia há reportagens sobre a detenção de motoristas que estavam dirigindo sob efeito de bebidas alcoólicas. Ter bebido é uma coisa. Alcoolizado é outra. Para o governo, entretanto, é a mesma coisa. O fato é que o foco das atenções está sendo desviado. Segundo as estatísticas o maior número dos acidentes de trânsito está ligado à imprudência, que não tem nada a ver com o fato do motorista ter bebido. Dá a impressão que estão desviando o foco das atenções do Planalto Central. Não se fala mais em Código Florestal, construção da usina hidrelétrica na Amazônia e nem da suposta faxina que a Dona Presidente estava sendo obriga a fazer por causa das denúncias de corrupção dentro dos ministérios de seu governo.

Foi então que me lembrei de uma história, que uma amiga me encaminhou por e-mail, que é a seguinte: “Navegando há vários meses sem que os marujos tomassem banho ou trocassem de roupas, o que não era novidade na Marinha Mercante britânica, o navio fedia.

O Capitão chama seu Imediato e lhe diz: Mr. Simpson, o navio fede. Mande os homens trocarem de roupa. De pronto o Imediato respondeu: Yes, Sir.

Simpson reúne os homens e diz: Gentlemen, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa. David troque a sua camisa com John. John troque a sua com Peter. Peter troque a sua com Alfred. Alfred troque a sua com Fred. E assim prosseguiu. Quando todos tinham feito as devidas trocas, ele retornou ao Capitão e disse: Sir, todos já trocaram de roupa. O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.”.

O quadrilheiro Luiz Inácio foi quem fez a distribuição dos ministérios, secretarias, presidentes das estatais e secretarias para que a sua subserviente sucessora pudesse dar continuidade a um governo, que vai entrar para a história como o mais corrupto de todos os tempos da república no Brasil.

Na troca dos ministros acusados de corrupção, vulgarmente chamado de “faxina”, a Dona Presidente exonerava um ministro indicado pelo quadrilheiro Luiz Inácio e nomeava outro indicado por ele também. Assim é a republica no Brasil. Não precisa tomar banho.

O Luiz Inácio foi de tal forma blindado, que não foi envolvido no escândalo de corrupção, que ficou conhecido como Mensalão. O que mais choca as pessoas dignas, é o fato de que os mensaleiros não serão julgados.