quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Estrutura

Jean Jacques Rousseau disse uma frase muito interessante: Uma parte dos homens age sem pensar e a outra pensa sem agir. Normalmente eu não escrevo na primeira pessoa. Se uma ou outra frase saiu, passou despercebida por mim. Hoje vou me expressar formalmente na primeira pessoa. Se eu tivesse que me enquadrar nesta frase do Rousseau, penso que seria do grupo que pensa sem agir. Então, eu mesmo me pergunto: escrever e levar propostas ao público não é agir?

Recentemente um empresário de Birigui se posicionou a favor de reformas. Para mim foi o ponto de partida. Particularmente, tenho receio do povo na rua. Povo pode virar turba. Mas se ganhar força as propostas de modificar a estrutura da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Birigui, organizadamente o povo pode exigir reformas. Até mesmo nas ruas. Melhor lotar a galeria da Câmara de Vereadores.

Existe uma peça teatral chamada “A Prima Dona”. No teatro “Prima Dona” não tem nada a ver com termo italiano “Prima Donna”, que é “Primeira Dama”. No teatro este termo é usado para atrizes, que no passado teve muito sucesso, porém nos tempos atuais estão em decadência, mas não quem perder o lugar de vedete.

Nesta trama, o tema é a apresentação de um espetáculo de revista, onde a atriz decadente insiste em ser a estrela do espetáculo. No elenco, uma das personagens era o diretor da montagem. Não o diretor da peça. Na fala da atriz, ela queria que a voz do povo fosse ouvida. Na fala da personagem diretor ele disse: povo? Esta massa ignorante e sem cultura? Que ri por qualquer palhaçada...

Foi então que eu me perguntei novamente: Será que devemos confiar no povo que elegeu os atuais governantes? No cenário nacional todo dia aparece um novo escândalo. Dá-nos a impressão que a impressa está fazendo uma retrospectiva, mas não é. No cenário municipal o prefeito é outras pessoas forma condenados e podem perdem o mandato.

Não foi à toa o aparelhamento do Estado. Aqui na Revista Realidade, escrevi que a Dona Presidente poderia ter seu diploma cassado, em sua primeira eleição. O auditor do TSE, Rodrigo Aranha Lacombe, após verificar as planilhas de gastos da campanha, descobriu diversas irregularidades, recomendando a rejeição das contas eleitorais. Na prática, significava impedir a diplomação da Presidente Dilma, como determina a Lei.

Sobre o caso, na época destes acontecimentos, a Revista Veja estampou a seguinte manchete: A ordem veio de cima. Lewandowski mandou alterar o parecer. As contas foram aprovadas e a eleita diplomada. Agora parece que mudou um pouco. Talvez as contas da reeleição sejam revistas. Qualquer semelhança entre a Prima Dona do teatro e a Dona Presidente é mera coincidência.

Como disse, pôr o povo na rua é temeroso. Ideal é abrir um fórum para debates. Partindo para o esclarecimento da população. Algumas pessoas acreditam que o aumento do número de vereadores gerou mais despesas. Quanto à remuneração dos novos vereadores sim. Houve aumento das despesas, mas o orçamento continuou o mesmo. O que precisa ser feito. Alterar a lei que provê a receita da Câmara.

Como disse no segundo parágrafo, um empresário propôs reformas. Vamos começar por elas. O empresário propôs que as pessoas deveriam ter orgulho de servir nos cargos legislativos. Vamos propor um salário mínimo de remuneração para o cargo de vereador. Dois salários mínimos para o presidente da Câmara e dez salários mínimos para o cargo de prefeito e discutir se devemos ter cargos de comissão. Tanto na Prefeitura como na Câmara.


E o mais importante! Modificar o regimento interno da Câmara para diminuir despesas. É assim que se começam as reformas. Propondo modificações nas estruturas.

sábado, 1 de agosto de 2015

Riqueza da Nação


O Estado surgiu para servir à Sociedade. Para organizá-la foi preciso estabelecer normas. Todos os dias normas e mais normas são criadas. Atualmente as normas são estabelecidas por leis, concebidas e aprovadas em fóruns competentes. Em nosso país este fórum é o Congresso Nacional. Acima dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário existe outro poder. O Poder Econômico. O Poder Econômico é exercido pelo empresariado, responsável pela Riqueza da Nação.
Nossos representantes no Congresso Nacional são eleitos por sufrágio universal, cujas regras são estabelecidas por eles próprios. Aqui repousa a omissão e talvez irresponsabilidade do empresariado. Nenhum produto vem do Congresso. Todos os produtos vêm do campo, das fábricas, do comércio, das empresas prestadoras de serviço, dos profissionais liberais, enfim, do trabalho.
Acredita-se que, todas as campanhas políticas sejam financiadas pelo empresariado. O empresário, como Pilatos, lava as mãos, uma vez que, impostos, encargos sociais, custos operacionais, mão de obra estão no valor de venda do produto, ficando, então, livres de quaisquer ônus. Resta ao empresário apenas arrecadar e recolher aos cofres públicos através dos impostos, taxas ou tributos.
Onde está o pecado? O pecado é que, mesmo sabendo que quanto menor o preço, maior o consumo, nada fazem para baixar os custos. A maior parcela do custo de produção são os impostos e encargos sociais. Encargos e impostos são normas estabelecidas pelo governo e nascem no Congresso, cujas campanhas são financiadas pelo empresariado.
Os Senhores Feudais e os Senhores de Engenho ditavam as normas. A Revolução Francesa quebrou alguns paradigmas e de certa forma o povo passou a ser ouvido. Os Senhores Feudais se foram. Os atuais Senhores de Engenho são os Senhores da Produção. Nada mais nada menos que o empresariado.
Os Senhores de Engenho tinham seus servos, que deixaram de sê-los naquele dia treze. Hoje, os servos são os Senhores da Produção. Produzem, mas não mandam. Os Senhores da Produção são servos dos Senhores do Congresso, que não produzem, porém mandam.
Alguns empresários tiraram proveito por décadas, por terem financiado campanhas eleitorais. Como todos sabem, por atos de corrupção, a Operação Lava Jato está tentando limpar esta lama da política brasileira.
A Revista Realidade recebeu e-mail de um empresário, que pode ser o ponto de partida para uma reforma significativa na estrutura política. Diz o texto: “Muito interessante essas reformas que os “interessados” fazem. Seria o mesmo que eu pedir aos nossos funcionários que elaborem as normas das condições de trabalho que eles desejam, tais como: horário, salário, direitos, etc. Está na hora de fazermos um movimento exigindo que as reformas sejam como o povo deseja. O ideal seria que o Poder Executivo continuasse com direito a uma reeleição, mas o Legislativo não, pois assim acabaríamos com o político profissional. Acredito que muitos cidadãos de bem dariam quatro anos de contribuição servindo ao seu país. Mas o que vemos hoje é o político se servindo do seu país.”.
A maioria dos meus artigos foi escrita tendo com tema a corrupção, os desmandos, a falta de prioridade nos gastos do dinheiro público. Recentemente escrevi um artigo sobre reforma que é uma verdadeira utopia. Político não faz reforma que venha a prejudicá-lo.
Quando a pintura das casas começa a desbotar ou aparentar sinais do tempo, aplicam-se algumas camadas de tinta para ficar com cara nova. Outras vezes o estado de conservação é tão ruim que a única solução é uma reforma. E quem faz a reforma é o pedreiro, não é o dono. É alguém de fora. Para reformar a casa da política tem chamar alguém de fora.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Futuro


Nosso país tem todos os predicados, para ser o país do futuro. Sabem por quê? Porque o futuro nunca chega e pode não existir. Nunca o futuro ficou presente.
Quer certificar-se disto? Observe os jovens, que é o futuro. Há algum tempo, observo o comportamento dos jovens atuais e dos jovens dos anos 1920, 1930, 1940, 1950 e de outros jovens que estão fora da idade cronológica.
Eu descia a Av. Nove de Julho, no sentido para o centro da cidade, e ao chegar à rotatória da rodoviária, eu parei. Parei porque a preferência é de quem transita pela rotatória. Parado, observei uma adolescente pilotando uma tremenda máquina de 50 cilindradas, com motor a pleno, desenvolvia sua maior velocidade. A garota ao chegar à rotatória não fez o contorno para subir pela Av. Nove de Julho. Fez um atalho. Entrou na contra mão da rotatória e entrou na Av. Nove de Julho. Este atalho lhe encurtou o caminho, mas poderia ter encurtado sua vida também.
Se fosse uma adolescente educada, certamente ela teria feito o contorno pela rotatória. Educação para o trânsito ela não tem. Aparentemente sua idade não passava de dezoito anos. Dezoito anos... Se ela bater, matar ou morrer quem responderá pelo seu ato? Seguramente o jovem dos anos 40 ou 50. Seu pai. E onde estavam as autoridades?
Se fosse uma adolescente educada, certamente teria feito o contorno pela rotatória. Sabem por quê? Porque não há educação para vender na farmácia. A educação nasce no seio da família e é forjada na escola.
Escola... Será que na escola há professor educador? Professor educador é do passado ou do futuro? Futuro não chega. Se o futuro não chega, por que vamos ficar na esperança que amanhã será melhor? A esperança só tem sentido quando se planta.
Espera-se que nasça arroz, se plantar uma semente de arroz. Espera-se que nasça compreensão, dedicação, obediência às regras estabelecidas, se plantar a semente fraternidade e do bom senso. Torá, Bíblia são fontes de inspiração.
Nosso país é o país do futuro, porque o futuro nunca chega. E não plantamos educação para que haja a esperança de termos uma sociedade educada. Fica a dúvida: será que existem professores que sabe plantar.
São dos pequenos fatos, que se observa o comportamento da sociedade. Andar na contramão é andar contra as normas estabelecidas. Reflexo de uma sociedade sem cultura e sem educação.
Educação, responsabilidade do Estado.
Cultura, responsabilidade da família e do corpo docente.
Não pense que cada povo tem o governo que merece.

domingo, 7 de junho de 2015

Opus Dei


Quando começou a Obra de Deus? Alguns cientistas querem calcular a idade do universo. Se Deus sempre existiu, o universo também sempre existiu. Será que o mundo foi criado? Se Deus sempre existiu, o que Ele fazia antes de criar o mundo? Não sei. Quem nasceu primeiro o ovo ou a serpente?

“No princípio, Deus criou os céus e a Terra. A Terra estava informem e vazia, as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: Faça-se a luz! E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou a luz de dia e as trevas de noite. Sobreveio a tarde e depois a manhã. Foi o primeiro dia.”. Estas são as primeiras palavras da narrativa da criação.
A criação não parou por aí. Muitas coisas foram criadas. Por fim Deus criou o homem. Uma criatura à sua imagem e semelhança. E a mulher também. Alguém tinha que dar continuidade à Obra de Deus.
Passaram-se anos, décadas, séculos e milênios. De um casal surgiu uma multidão. Foi então necessário criar normas. Estabelecer o que podia ser feito e o que era proibido. A religião foi fundamental.
Para os povos politeístas cada deus cuidava de um segmento. Deus da chuva, deusa da fertilidade e assim por diante. Os judeus eram monoteístas e o Deus deles foi quem criou tudo. A palavra de Deus era transmitida pelos profetas. Desta forma a sociedade foi crescendo. A criatura tem imagem e semelhança do Criador. Neste processo de criação não foi criado a figura do mal. Se não foi criado como o mal existe?
Há 5775 anos começou a nossa sociedade. Do episódio da criação até nossos dias. Tudo relatado na Bíblia. São 46 livros para reger nossos caminhos.
Em 1993 foi criada uma ONG. Uma sociedade muito organizada. A República Federativa do Brasil tem uma Constituição com 245 artigos e uma infinidade de leis. Penso que é muita lei para pouca ordem. Esta sociedade tem somente 16 artigos. E funciona perfeitamente.
A íntegra do estatuto do Primeiro Comando da Capital foi publicada na edição do dia 01 de setembro de 1993 no jornal “A Folha de São Paulo”, ou no livro “Cobras e Lagartos” de Josmar Jozino. Editora Objetiva – Rio de Janeiro RJ.
O Primeiro Comando da Capital, também chamado de Partido do Crime, foi criado dentro da Casa de Custódia e Tratamento. A penitenciária é o ovo ou a serpente?
Todos estes crimes que estão sendo cometidos, tantos pelos políticos, com desvio de recursos públicos, como pelas pessoas de modo geral, estão acontecendo porque nossas leis, nosso código penal e outros códigos não dão à Justiça a espada que Salomão usou para julgar.
O voto é a espada que pode cortar o mal pela raiz. É a espada salomônica que pode cortar para sempre pessoas e políticos corruptos, que não são punidos, porque eles fazem as leis. Leis que favorecem os partidos e interesses particulares. Nunca o povo.
A Obra de Deus ainda não está terminada. É preciso separar a luz das trevas. O povo é a luz. Os dirigentes públicos são as trevas. Mesmo sendo o povo a matéria prima do Congresso, é preciso separa o joio do trigo.