segunda-feira, 9 de maio de 2016

Ordo Ab Chao



Ordo Ab Chao: o que significa esta expressão escrita em latim? É uma pena que não se ensina mais latim. Nos tempos em que o professor ensinava e os alunos aprendiam, latim era uma disciplina, que fazia parte da grade curricular. É uma pena que não se ensina mais latim. Talvez ajudasse os jornalistas da imprensa falada a falar corretamente o nome do mosquito Aedes, porque o segundo nome do mosquito eles falam corretamente. Talvez porque Aegypti lembra a palavra de origem: Egipto. Que no português do Brasil retiraram a letra P, mas conservada quando se refere à nacionalidade egípcia.  Aí fica a dúvida: falam por ter cultura ou por analogia ao país Egito. A Ordem vem do Caos é a tradução da expressão latina.

Talvez a explicação esteja no Livro Gênesis. Pode ser que se está ruim pior não fica, então só resta melhorar. Ou será que Ordem a partir do Caos significa Evolução?

Quando se fala em evolução, pensa-se que tudo está caminhando para um mundo melhor. Imagina-se que evoluir é ir sempre para frente. Seja a organização da sociedade ou de um produto. A evolução tecnológica dos automóveis aumentou o conforto e segurança para os atuais veículos. A evolução na medicina está dando uma longevidade à população. Porém se uma doença evolui, é porque está piorando.

A evolução não é só para o bem. Algumas pessoas desenvolvem processos, cujo objetivo é estabelecer o caos na sociedade, para atingir seus objetivos de poder. O propósito é fazer evoluir a desordem, para depois tomar o poder e estabelecer a ordem segundo a doutrina de seu partido político ou de sua suposta religião.

Lênin tem uma receita que ajudou muito na implantação do comunismo. Será que não foi posto em prática no Brasil? Esta receita é o Decálogo de Lênin. Primeiro mandamento: Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual. Segundo: Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa. Terceiro: Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais. Quarto: Destrua a confiança do povo em seus líderes. Quinto: Fale sempre em Democracia e em Estado de Direito, mas tão logo haja oportunidade assuma o Poder sem nenhum escrúpulo. Sexto: Colabore com o esbanjamento do dinheiro público. Sétimo: Promova greve, mesmo ilegais. Oitavo: Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam. Nono: Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Décimo: Procure catalogar todas as pessoas que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.

Lênin, que era ateu, escreveu este decálogo em 1913. Sem ser eleito democraticamente, fundou um Estado ateu em 1917 derrubando o Czar através da Revolução Russa. Mesmo tendo passado mais de cem anos, qualquer semelhança com acontecimentos atuais não é mera coincidência. E o palco destes acontecimentos não é só o Brasil. A Europa está sendo invadida de maneira supostamente pacífica.

As colunas que sustentam a verdadeira democracia são as famílias, as religiões, o Estado de Direito, a sociedade civil organizada e outros segmentos. Entretanto, o que mais assusta é que a maioria das pessoas, principalmente as menos esclarecidas, veem todos estes acontecimentos apenas sob o aspecto financeiro, não percebendo que o principal objetivo é um plano muito bem elaborado que visa destruiu as nossas instituições. Até destruir a família composta de pai, mãe e filhos eles querem acabar implantando o Estatuto da Diversidade Sexual.

Depois que tudo estiver em desordem, este grupo que quer se perpetuar no poder organiza, evidentemente, segundo seus próprios objetivos.

Ordo ab Chao.

sábado, 26 de março de 2016

Luzes



Quando o espetáculo acaba, as luzes do palco se apagam. O palhaço tira sua maquiagem, troca a fantasia pelo pijama e sua vida continua no anonimato. Não é mais o centro das atenções no picadeiro. Assim deveria ser o político quando deixa o cargo.

Parece contraditório, mas é no passado que se alicerça o futuro. As luzes se acenderam no século que se seguiu à idade das trevas. A Idade Média cedeu lugar ao Século das Luzes. Ninguém pode negar que o Iluminismo, como o próprio nome define, iluminou o pensamento de grandes escritores, políticos e filósofos. Uma revolução intelectual que motivou mudanças na política, na economia e na sociedade.

No Brasil, as luzes influenciaram a Inconfidência Mineira. Foi neste período que surgiu uma expressão tipicamente mineira: UAI. Segundo historiadores mineiros, boa parte dos inconfidentes eram maçons. Como se diz por aí, eles têm seus segredos. As reuniões dos inconfidentes também eram secretas. Para entrar no recinto combinado, o inconfidente batia na porta de certa maneira. Do lado de dentro perguntava-se: Quem vem lá? A resposta deveria ser UAI, que era a senha. UAI são as iniciais de União, Amor e Independência.
Nas colônias britânicas, o maior acontecimento sob a influência das luzes foi a independência dos Estados Unidos da América.

Foi na França que a luzes marcaram sua real presença culminando com a Revolução Francesa, cujo lema era Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Frase do iluminista Jean-Jacques Rousseau. Embora a revolução tenha aniquilado o absolutismo monárquico, tornou-se, posteriormente, um flagelo para a sociedade francesa.

Para os iluministas, o homem é naturalmente bom, mas é corrompido pela sociedade com o passar do tempo. O mesmo acontece com pessoas que assumem o poder. Assim foi com os revolucionários. Derrubaram o absolutismo, criaram a Declaração dos Direitos do Homem e mergulharam, em seguida, a França numa ditadura sangrenta.

Voltaire era monarquista e deísta. Ele afirmava que para chegar a Deus não era preciso passar pela Igreja e sim usar a razão. Deísta é a pessoa que considera a razão como a única via capaz de nos assegurar da existência de Deus. Evidentemente rejeita qualquer religião. Como nem todos são iluministas, melhor seguir uma religião.

Pouco importava aos iluministas se a pessoa era monarquista ou republicana. O que importava era tornar o mundo melhor. Também não admitiam falta de cultura entre os dirigentes públicos. Razão porque alguns deles se mantiveram monarquistas, pois os monarcas eram educados para exercer o cargo. Na república não precisa estudar e nem ter cultura.

O governo está veiculando uma propaganda onde tentam incutir na mente dos brasileiros sem cultura, que o Brasil é uma pátria educadora. Como pode ser educadora se prega o protecionismo. Protege algumas pessoas por causa de sua raça. Esquecendo que todos são brasileiros iguais e têm os mesmos direitos. As cotas raciais se opõem à meritocracia. Estudantes que estudam, são obrigados a ceder seus lugares na faculdade a alguém que não tem o mérito de ocupá-lo.

Não bastasse o acordo ortográfico, que foi assinado por políticos e não por acadêmicos, o governo está propondo algumas alterações no ensino das disciplinas Língua Portuguesa e História. Nesta proposta não estudaremos mais literatura portuguesa. Tudo indica que faz parte do populismo do atual governo agir de forma ideológica, ao querer privilegiar a cultura indígena, por exemplo, tentando nos fazer esquecer a cultura europeia, que nos colonizou.

Duas frases de Voltaire que continuam atuais: Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la. A outra: É difícil liberar os tolos das correntes que eles veneram.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Moralidade



Moralidade devia ser algo como vacina. Inocula-se no indivíduo e este fica imune à imoralidade, à corrupção e às chicanas que estão ocorrendo.
Em tempos passados existia o Prático. Poucos se lembram. E muitos não sabem que existiu. Era uma pessoa que entendia do seu ofício. Havia Práticos que arrancavam dentes, faziam obturações, dentadura e tudo que fosse possível para que a pessoa ficasse com um belo sorriso. Mas não era cirurgião dentista. Era prático.
Outro Prático muito conhecido no passado era o que trabalhava na farmácia. Na maioria das farmácias era o proprietário. Sabia tudo sobre farmacologia e clínicas. Faziam consultas e prescreviam remédios. Mas não era farmacêutico e nem médico. Era prático.
Estes Práticos já não existem mais e não foram extintos por falta de conhecimento. Mas porque há faculdades suficientes para formar dentistas, farmacêuticos e médicos.
Existe um Prático que é insubstituível. Talvez por isto não tenha sido extinto. Na Marinha Mercante o comandante destes imensos navios que atravessam o Atlântico, ao chegar a Santos ele manda parar a embarcação e chama o Prático. O Prático é a pessoa que vai conduzir a embarcação pelo estuário até ao cais para atracar. Com todo o conhecimento que o comandante tem para navegar por todos os oceanos, ele não se arrisca a navegar no estreito estuário de Santos. Que não é tão estreito.
O STF é composto por pessoas de conduta ilibada e notável saber jurídico. São nomeados pelo Presidente da República, antes são sabatinados no Senado Federal. Não prestam concurso, não precisam ter sido juízes e como está escrito na Constituição, não precisam ser advogados. Basta ter notável saber jurídico. Em outras palavras um Prático.
Os pareceres e julgamentos dos membros do STF estão acima das decisões dos juízes togados, que cursaram faculdade e prestaram concurso para a magistratura. Alguns práticos não podem exercer seus ofícios. Outros podem.
O FGTS foi criado, como o nome diz, para garantir um dote para o empregado, quando deixar de trabalhar. Se o empregado for demito sem justa causa, além do dote, o empregador tem de pagar uma multa.
Quando o empregado aposenta o contrato de trabalho é extinto e o FGTS é liberado para saque. Se o contrato de trabalho foi extinto sem que o trabalhador tenha sido demitido sem justa causa, a multa rescisória não é devida. Assim era e ficou no passado.
Os ministros, que julgam sem serem togados, deram parecer dizendo que a aposentadoria não caracteriza extinção do contrato. O empregado passa a receber o benefício da aposentadoria e o salário da empresa. Os empregados podem pensar que é bom, mas onera as empresas, aumentando o Custo Brasil. E quem perde? O povo.
Custo Brasil é um termo usado para descrever o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem o investimento no Brasil. Este custo torna a população submissa e subserviente aos direitos ditos sociais. FGTS, PIS, 13˚ Salário, Seguro Desemprego, Bolsa Família e outros.
Por falta de moral, algumas pessoas gostam de tiram proveito. Outras não. São algumas pessoas com mais de sessenta anos. Um senhor deste grupo estava a esperar sua vez de ser atendido no caixa normal de um banco. Perguntado por que não estava na fila com atendimento prioritário, ele disse: imagino que seja para uma pessoa que necessite de cuidados especiais. E acrescentou mais. Disse que não usa transporte gratuito, porque alguém está pagando por estas vagas disponíveis para idosos. Também imagino que estas vagas sejam para quem não dispõem de recursos financeiros e precisam viajar. Deveria ser vetado a passeios turísticos. Moralidade é isto, a honra acima dos privilégios.
Com tantas notícias de corrupção e desvio de recursos, por que os Ministros do STF não tomam medidas para moralizar a administração pública? Vacina não há.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Estrutura

Jean Jacques Rousseau disse uma frase muito interessante: Uma parte dos homens age sem pensar e a outra pensa sem agir. Normalmente eu não escrevo na primeira pessoa. Se uma ou outra frase saiu, passou despercebida por mim. Hoje vou me expressar formalmente na primeira pessoa. Se eu tivesse que me enquadrar nesta frase do Rousseau, penso que seria do grupo que pensa sem agir. Então, eu mesmo me pergunto: escrever e levar propostas ao público não é agir?

Recentemente um empresário de Birigui se posicionou a favor de reformas. Para mim foi o ponto de partida. Particularmente, tenho receio do povo na rua. Povo pode virar turba. Mas se ganhar força as propostas de modificar a estrutura da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Birigui, organizadamente o povo pode exigir reformas. Até mesmo nas ruas. Melhor lotar a galeria da Câmara de Vereadores.

Existe uma peça teatral chamada “A Prima Dona”. No teatro “Prima Dona” não tem nada a ver com termo italiano “Prima Donna”, que é “Primeira Dama”. No teatro este termo é usado para atrizes, que no passado teve muito sucesso, porém nos tempos atuais estão em decadência, mas não quem perder o lugar de vedete.

Nesta trama, o tema é a apresentação de um espetáculo de revista, onde a atriz decadente insiste em ser a estrela do espetáculo. No elenco, uma das personagens era o diretor da montagem. Não o diretor da peça. Na fala da atriz, ela queria que a voz do povo fosse ouvida. Na fala da personagem diretor ele disse: povo? Esta massa ignorante e sem cultura? Que ri por qualquer palhaçada...

Foi então que eu me perguntei novamente: Será que devemos confiar no povo que elegeu os atuais governantes? No cenário nacional todo dia aparece um novo escândalo. Dá-nos a impressão que a impressa está fazendo uma retrospectiva, mas não é. No cenário municipal o prefeito é outras pessoas forma condenados e podem perdem o mandato.

Não foi à toa o aparelhamento do Estado. Aqui na Revista Realidade, escrevi que a Dona Presidente poderia ter seu diploma cassado, em sua primeira eleição. O auditor do TSE, Rodrigo Aranha Lacombe, após verificar as planilhas de gastos da campanha, descobriu diversas irregularidades, recomendando a rejeição das contas eleitorais. Na prática, significava impedir a diplomação da Presidente Dilma, como determina a Lei.

Sobre o caso, na época destes acontecimentos, a Revista Veja estampou a seguinte manchete: A ordem veio de cima. Lewandowski mandou alterar o parecer. As contas foram aprovadas e a eleita diplomada. Agora parece que mudou um pouco. Talvez as contas da reeleição sejam revistas. Qualquer semelhança entre a Prima Dona do teatro e a Dona Presidente é mera coincidência.

Como disse, pôr o povo na rua é temeroso. Ideal é abrir um fórum para debates. Partindo para o esclarecimento da população. Algumas pessoas acreditam que o aumento do número de vereadores gerou mais despesas. Quanto à remuneração dos novos vereadores sim. Houve aumento das despesas, mas o orçamento continuou o mesmo. O que precisa ser feito. Alterar a lei que provê a receita da Câmara.

Como disse no segundo parágrafo, um empresário propôs reformas. Vamos começar por elas. O empresário propôs que as pessoas deveriam ter orgulho de servir nos cargos legislativos. Vamos propor um salário mínimo de remuneração para o cargo de vereador. Dois salários mínimos para o presidente da Câmara e dez salários mínimos para o cargo de prefeito e discutir se devemos ter cargos de comissão. Tanto na Prefeitura como na Câmara.


E o mais importante! Modificar o regimento interno da Câmara para diminuir despesas. É assim que se começam as reformas. Propondo modificações nas estruturas.