sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cíclico

Acontecimentos são cíclicos. A moda é um verdadeiro vai e vem. Fatos cíclicos sãos as revoluções e guerras. Parece até uma opção para expurgo de pessoas indesejáveis.

Golpe de Estado no Brasil é um acontecimento cíclico. Independência foi um golpe contra Portugal. República foi um golpe contra o Império do Brasil. Dentro da república Getúlio Vargas assumiu o poder através de um golpe. Os militares deram o último golpe em 1964. Sempre com a intenção de melhorar.

É preciso uma intervenção celeste ou um novo golpe para acabar com a farra.

O Planalto Central aprovou uma norma com o seguinte título: Regime Diferenciado de Contratações. Este Regime autoriza contratações sem licitações para as obras da Copa do Mundo e Olimpíada. Vai facilitar e legalizar o desvio de recursos públicos.

A Presidência da República transgrediu a lei não acatando o parecer do STF mandando soltar o terrorista italiano Battisti.

O STF autorizou os maconheiros a fazer apologia ao crime fomentando o uso de droga, fazendo passeata e proibindo a polícia de intervir. E para completar o pacote estuda a liberação em cultos.

Os heterossexuais não podem se expressar em público contra às idéias dos homossexuais.

Os brancos são discriminados com a adoção das cotas para os não brancos. Xingar uma pessoa de branco não é crime.

Em algumas regiões da Terra a natureza dá sinais de que algo está mudando. Terremotos, tsunami, vulcões, frio intenso e outras adversidades.

Aqui às vezes ocorrem deslizamentos de encosta. Outras vezes seca intensa. Se um é sinal divino eu não sei. Então seria melhor um novo golpe dos militares e acabar com a farra no Planalto Central.





sexta-feira, 10 de junho de 2011

Escola

A escola serve para quê? A pergunta é pertinente. Há quem pensa que a escola deve ministrar o conteúdo e ensinar boas maneiras. Outros acreditam que boas maneiras é responsabilidade da família e não da escola.

Outra discussão voltou à tona. A escola de ensinar o conteúdo da grade que o Estado estabelece ou deve simplesmente treinar o aluno para prestar vestibular?

Como o Brasil é o país do clientelismo, inventaram o ENEM. Teoricamente é bom. Surgiu um fato inesperado que pode ser um tiro pela culatra.

Uma garota de Campo Grande MS, que cursa o 2˚ ano do ensino médio, prestou o exame do ENEM e conseguiu pontuação necessária para ingressar na faculdade de medicina da UFMS.

Como ela não tinha pré-requisito, a matrícula foi rejeitada. Uma ação na justiça lhe garantiu a matrícula e ela está cursando medicina aos 16 anos de idade. À imprensa ela disse que fez um curso específico para prestar o exame do ENEM.

Então qual a resposta que mais se aproxima da realidade: ela sabe a matéria ou sabe responder teste?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Trânsito

Para não dizer que a totalidade, pode-se dizer afirmar que quase todos os pilotos obedecem às normas do tráfego aéreo.

Já o mesmo não se pode afirmar dos motoristas. Hoje em torno das dez horas, em Birigui, deu um vendaval e chuva. O vendaval passou, mas a chuva permaneceu o dia todo.

Das dez até o final do dia um número reduzido de motoristas trafegava com os faróis baixo aceso. Outros só com as lanternas (que não é recomendado). A grande maioria com os faróis apagados.

O motivo de transitar com os faróis baixo apagados sob chuva ou neblina é ignorância ou esquecimento?

Os pilotos obedecem às normas de trafego aéreo porque a aviação não machuca. Mata.

Se os motoristas obedecessem às normas de trânsito, talvez não houvesse tantas mortes.

“À noite, sob chuva ou neblina use farol baixo. Você enxerga melhor, é visto e respeita a lei.”.

Este slogan é da Rádio Bandeirantes. Mesmo sendo veiculado por uma grande emissora não motiva os motorista a se tornarem responsáveis.

O Estado por sua vez se omite na fiscalização.



sábado, 4 de junho de 2011

Estado

Do estado político e econômico que nosso país está, poderá ficar pior. Está faltando em quase todos os municípios vagas nas creches, leitos nos hospitais, atendimento médico e no cenário nacional o mais grave: está faltando vagas para políticos.

Não se trata de sarcasmo e nem piada de mau gosto. Políticos querem criar novos Estados. Criar unidades da federação é aumentar o número de deputados federais e novos estaduais. Junto com estes deputados um número inimaginável de assessores e funcionários para as novas Assembléias Legislativas.

Não se aplica à coisa pública as mesmas atitudes da iniciativa privada. Como é preciso dar um basta nos governantes e parlamentares, vale lembrar o que faz as grandes empresas. Para reduzir despesas e competitividade no mercado elas se unificam. Na contra mão da razão estão os políticos. Ao invés de unificar, dividem.

Aqui na nossa região temos dois exemplos: Araçatuba e Coroados. Aracanguá se separou de Araçatuba e Brejo Alegre de Coroados. Quem ganhou? Os dois prefeitos que recebem uma boa remuneração e não sei quantos vereadores que também recebem pelo exercício do cargo. Sem falar que existe a máquina administrativa.

O que será que melhorou nestas duas cidades depois da emancipação. Os novos prefeitos construíram hospitais, creches, escolas? Existem nestas cidades Delegado de Polícia, Promotor e Juiz? A esperança é que tenham melhorado a vida social e econômica da população. Infelizmente a estatística diz que nada muda quando um município se emancipa. Outra infelicidade é a mediocridade do povo. Optam pela emancipação sem saber o porquê, pois são freqüentemente ludibriados pelos ideais pronunciados nos palanque.

Por incrível que possa parecer este é o caminho. Dividir. Municipalizar tudo. Mover ações para impedir a criação dos Estados Carajás e Tapajós, bem como todos os projetos para criação de outros Estados. Há dezoito projetos em andamento e outros foram arquivados. Políticos gostariam de dividir o Estado de São Paulo em três. Ficaria São Paulo, São Paulo do Oeste, cuja capital seria Ribeirão Preto e São Paulo do Sul. Mato Grosso ficaria assim dividido: Mato Grosso, Mato Grosso do Norte e Araguaia. Minas Gerais e Minas Gerais do Norte. A cidade do Rio de Janeiro voltaria ser o Estado da Guanabara. Além de impedir a criação deveria extinguir os atuais. As Capitanias Hereditárias foram substituídas por sete províncias. Hoje são vinte e seis Estados e o Distrito Federal.

Orestes Quercia participava de um movimento municipalista. Na verdade, um curral eleitoral. De concreto, a imprensa nunca publicou nenhuma proposta que pudesse modificar a vida das prefeituras. Fortalecer o prefeito politicamente não resolve. As prefeituras precisam de recursos para ser aplicados em obras para a população e de prefeitos honestos.

Se extinguir os atuais impostos e implantar o imposto único é provável que houvesse melhora. Não haveria sonegação e todos pagariam impostos. Os recursos arrecadados seriam repartidos diretamente para os municípios através de índices. O prefeito que é a autoridade mais próxima da população teria os recursos necessários para o bem estar das famílias.

Se o prefeito cria uma secretaria, tenha certeza, ela é desnecessária, porém muito necessária para abrigar apadrinhados. No âmbito nacional há número elevado de ministérios e agências controladoras. O exemplo mais bizarro é a ANAC que substituiu o Departamento de Aviação Civil. No DAC trabalhavam técnico. Na ANAC políticos.

Às vezes dá vontade de desanimar. Os políticos reinam e o povo paga a conta.