sábado, 14 de fevereiro de 2015

Contraditório


Certo é certo errado é errado. Assim diz o ditado, não é? No Brasil não é bem assim. Nem sempre o certo é certo e o errado é errado. A Dona Presidente prometeu um balaio de itens em sua campanha. Prometer e não cumprir é o mesmo que não prometer. É certo ou é errado enganar a população?
É contraditório. Contraditório significa incoerência, algo que se contradiz, que tem sentido contrário. Algo semelhante a um semianalfabeto assinar o acordo ortográfico da língua portuguesa. Não sei qual o nível escolar do Sr Luiz Inácio. Os professores de português orientam a procurar o dicionário quando precisarem usar o hífen. Antes a regra era clara. Semianalfabeto escrevia-se semi-analfabeto.
A frase do Presidente da Indonésia só é certa em países sérios. Disse Joko Widodo: Em meu país, traficante não fica rico, não vira celebridade nem segue carreira política. No Brasil não é assim que funciona. Nem normas de trânsito são respeitadas.
Se nós traçarmos um paralelo com um ditado popular chamando os traficantes, ladrões de colarinho branco, corruptos e corruptores, políticos envolvidos no Mensalão e no escândalo da Petrobrás, que ainda não chegou ao fim, de carrapatos, não adianta aplicar carrapaticida. Melhor matar o boi. O ditado é exatamente o contrário: não se pode matar o boi para acabar com os carrapatos.
Se o Brasil fosse a Indonésia as condenações dos políticos envolvidos no Escândalo do Mensalão não teria terminado em pizza, como terminou. Os condenados que faziam ou continuam fazendo parte da cúpula do partido da Dona Presidente já estão soltos. A prisão ficou para os outros envolvidos que não faziam parte do partido.
Há tanto carrapato sugando a Petrobrás que a melhor alternativa é doá-la a quem quiser, para que o povo brasileiro não tenha que pagar a conta do enorme rombo que lá existe. O ideal era matar este boi para acabar com os carrapatos, mas privatizar talvez seja a melhor solução. A iniciativa privada sabe e tem os meios para acabar com os carrapatos de suas empresas. O governo não. Pelo contrário, cria carrapatos.
No governo federal há tanto ministérios que só falta um para se concretizar a fictícia história do “Livro das Mil e Uma Noites”. Também conhecida como “Noites na Arábia”. A Dona Presidente e os quarenta ministérios.
Em campanha a Candidata difamava o adversário dizendo que ele iria tomar medidas que prejudicariam o povo. Ela ganhou. O preço da gasolina e diesel subiu e os impostos também. Segundo o governo é preciso aumentar a arrecadação para suprir as necessidades. Fica um pergunta que o governo não vai responder: para que tanto ministério? A resposta é sabida por todos que querem um Brasil saudável. É ali que se criam carrapatos que sugam o povo brasileiro.
Por outro lado, existem autarquias e secretárias que não podem ser privatizadas ou terceirizadas. Os políticos não conversam abertamente. Utilizam de artimanhas para obterem suas conquistas. Tanto em campanhas políticas como na administração, que é chamada de pública.
Corre um boato aqui em Birigui que a Secretária de Água e Esgoto será terceirizada ou privatizada. Como é boato não há como afirmar e informar como será. Para obter vitória o “modus operandi” é o mesmo para perfurar poços profundos. Poços desnecessários para fins comerciais e sim como reserva se ocorrer algum acidente ecológico nos córregos de nossa cidade. Voltando ao “modus operandi”, criar crise de abastecimento ou tratamento para justificar o ato de vender, terceirizar ou doar os serviços de água e esgoto para alguém que vai ganhar dinheiro público com isto.
Nem há carrapato na Secretaria, mas se for para uma determinada companhia de saneamento, o povo de Birigui vai tratar de carrapatos do Estado inteiro.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Vereadores


Quando a Câmara de Vereadores de Birigui aprovou o projeto que aumentou o número de vereadores de onze para dezessete, as opiniões se dividiram. Alguns se posicionaram contra o aumento de vereadores. Outros se posicionaram a favor, porque a lei permite, mas contrários aos vencimentos e a estrutura administrativa que a Câmara de Vereadores mantém.
Diz o ditado que mulher de malandro gosta de apanhar. Corre o boato que um vereador vai propor novamente a redução do número de vereadores. Apanhou uma vez e vai apanhar novamente. É um equívoco se posicionar a favor da diminuição do número de vereadores sem argumentos justificáveis.
O argumento de que reduzindo o número de vereadores haveria uma diminuição dos custos não se justifica e nem se sustenta numa discussão em plenário. O orçamento para onze ou dezessete vereadores é o mesmo. Abrir a pauta de discussão sobre redução de despesas reduzindo o número de vereadores é um atitude totalmente equivocada. Discutir se os valores dos vencimentos dos vereadores são justos e se estão dentro de um padrão de mercado ninguém proporá.  O que está supostamente errado em termos de administração é um orçamento hiperdimensionado para a Câmara, porém previsto em lei.  Devolver sobra do orçamento à Prefeitura não é um ato beneficente ou de lisura. É um ato demagógico, normalmente realizado em ano de eleição.
Para quem pensa em cifrão dezessete é muito. Quem pensa em representatividade e conduta ilibada dezessete é pouco. É de conhecimento público o resultado das eleições de 2003. O prefeito foi eleito com um terço dos votos, demonstrando por parte do povo que dois terços não o queriam na prefeitura.
A ratificação desta vontade popular ficou evidenciada na Câmara de Vereadores. Dos onze vereadores eleitos somente dois pertenciam ao partido do prefeito eleito. Os outros nove eleitos faziam parte dos partidos de oposição. Isto é representatividade.
Em se tratando de Brasil e mais particularmente de Birigui, aquele quadro de vereadores de oposição para a futura Câmara só perdurou da proclamação do resultado até a posse. No dia seguinte o quadro se inverteu. Os vereadores trocaram de lado. Esqueceram que foram eleitos pelo povo e representavam dois terços contrários ao prefeito.
Certamente esta troca de lado foi motivada por algum mimo. Talvez um aperto de mão. Um forte abraço. Naquela época o lúmpen-mor do Brasil (Luiz Inácio) dava o exemplo de como harmonizar a oposição com o mensalão. Aqui pode ter ocorrido um mensalinho.
Se a Câmara tivesse naquela época dezessete vereadores, haveria mais seis para serem convencidos a mudar de lado. Como a esperança é a última que morre talvez este seis fossem pessoas de conduta ilibada e fieis a seus eleitores. Não mudaria de lado mantendo a representatividade e a decisão do povo.
Quanto maior for a diversidade de pensamento na Câmara, maior será a dificuldade de conchavos, evitando mancomunar projetos indecorosos ou desnecessários ao bem comum da população.
Propostas de mudanças na estrutura administrativa e regimental na Câmara devem ser feitas e o número de vereadores não deve fazer parte da pauta das discussões. Quanto tempo é perdido na apresentação e discussão de projeto para dar nome em rua? E outras discussões de igual teor, ficando sem tempo regimental para discutir reais necessidades para o município.
Como ninguém dá tiro no próprio pé, o provérbio criado quando Dom João VI mudou-se com a Corte Portuguesa para o Brasil continua atual. “Tudo está como dantes no Quartel de Abrantes”. Isto porque não havia Rei em Portugal e as tropas francesas aquarteladas em Abrantes não modificaram a política portuguesa.
Da mesma forma, para os vereadores a política em Birigui continuará como antes. Sem discussão sem modificação.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Vitória de Pirro


Pirro, Rei de Épico, tinha a pretensão de conquistar Roma. Montou um exército composto de 25 mil homens de infantaria, 3 mil de cavalaria e 20 elefantes. Conseguiu a tão esperada vitória após duas batalhas. Venceu os romanos em duas, mas não derrotou o Império Romano, entretanto, sofreu enormes perdas de homens e de materiais. Depois de verificar as enormes perdas que seu exército sofreu, dirigiu-se aos generais para felicitá-los pela vitória e confidenciou a eles, que mais uma vitória como estas estaria arruinado.
Desta frase surgiu a expressão: Vitória de Pirro ou Vitória Pírrica. Vitória com gosto de derrota, obtida com alto custo e com prejuízos irreparáveis. Por analogia, esta expressão não é utilizada apenas em contexto militares, mas em economia, política, justiça e até no esporte. Por que não na individualidade de cada um? Será que não tivemos nenhuma Vitória de Pirro em nossas vidas?
As eleições municipais, de modo geral e em particular em Birigui, podem ser consideradas verdadeiras Vitórias de Pirro. O prefeito empossado em 2005 venceu as eleições com apenas um terço dos votos. Dois terços dos eleitores optaram por outros candidatos. Venceu, porque esta é a regra, mas quanto lhe custou em perdas materiais e morais nestes anos no poder? Alguns processos e possíveis perdas materiais. De certa forma o prefeito empossado em 2013 obteve também uma Vitória de Pirro.
Dirigentes do partido que está no poder central disseram, durante a campanha eleitoral, que o partido e própria candidata à Presidência da República, faria de tudo para ganhar as eleições e permanecer no poder. Uma aeronave caiu, desclassificaram a sucessora do morto e na reta final também difamaram o adversário. Cumpriram a palavra empenhada. Uma verdadeira Vitória Pírrica. Estão vindos à tona todos os escândalos usados para vencer as batalhas que travam para perpetuarem-se no poder e implantar o comunismo utilizando o Foro de São Paulo. Entidade criada por Luiz Inácio e Fidel Castro para que o regime seja implantado em toda a América Latina.
Esta Vitória de Pirro não é somente da candidata vencedora. Durante a campanha, e mesmo antes dela se tornar acirrada, os jornais, as rádios, a televisão e outros órgãos de comunicação informaram o povo do escândalo na Petrobrás. Mesmo assim 53 milhões de eleitores votaram na candidata apadrinha pelo pivô de tudo isto. Outros 39 milhões numa atitude covarde, salvo os que por motivos de trabalho, por enfermidade, ou por motivo de força maior, não compareceram às eleições lavando as mãos. Estes não discípulos de Pôncio Pilatus. São cúmplices.
O Império Romano dominava outras nações, mas não submetia a nação conquistada às leis romanas. Quem estava julgando Jesus eram os sacerdotes judeus e não o Império Romano. Por isto lavou as mãos. Problema de judeu, judeu que resolva. Problema no Brasil, brasileiro tem que resolver e não lavar as mãos.
A Vitória de Pirro não é somente da candidata vencedora. Com a ajuda de seus cúmplices, o povo brasileiro estará à beira da ruína. Pirro disse que outra vitória com aquela ele estaria arruinado. “Quando uma pessoa ou uma empresa gasta mais do que ganha elas vão à falência. Quando um governo gasta mais do que ganha ele te manda à conta”. Pois bem, é o caso. O Planalto Central gastou muito mais do ganhou. Precisará aumentar a arrecadação. Certamente a conta virá, tanto para os cúmplices como os cidadãos que não comungam com a corrupção e votaram contra a atual administração.
A Lei de Responsabilidade Fiscal não permite gastar mais do que arrecada

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Riqueza da Nação


O Estado surgiu para servir à Sociedade. Para organizar a Sociedade foi preciso estabelecer normas. A primeira foi uma norma trabalhista e está no Livro Gênesis: o Eterno criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo.
De lá para cá, normas foram criadas, estão sendo criadas e serão criadas todos os dias. As normas fundamentais foram estabelecidas por Moisés e as dez leis não são as principais. Confúcio viveu cerca de 400 anos antes de Jesus e disse uma frase que é um verdadeiro aforismo: não faças aos outros, o que não queres que façam para ti. Só isto bastava para a Sociedade ser justa e fraterna. Algum tempo depois foi atribuída a Jesus uma frase com teor semelhante: amar o próximo como a si mesmo. Parece que não deu certo. Poucos se preocupam com os outros.
Atualmente, as normas são estabelecidas por leis, concebidas e aprovadas em fóruns competentes. Em nosso país, um destes fóruns é o Congresso Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e Senado Federal, que juntos constitui o Poder Legislativo.
Acima dos Três Poderes constituídos existe outro Poder. Este Poder é formado pelas pessoas que fazem a Riqueza da Nação. Os empresários com seu empreendedorismo e a força de trabalho de seus funcionários. Lamentavelmente os políticos socialistas e comunistas, utilizando práticas maniqueístas, tentam separar esta união necessária para o desenvolvimento da sociedade e da nação: patrão e empregado.
Nossos representantes no Congresso Nacional são eleitos por sufrágio universal, cujas regras são estabelecidas por eles próprios. Aqui repousa a irresponsabilidade do empresariado. Nenhum produto que faz a Riqueza da Nação vem do Congresso. Arroz e carne vêm do campo, produtos industrializados vêm das fábricas e das empresas prestadora de serviços, enfim do trabalho.
Acredita-se que, parte do custo das campanhas políticas é financiada pelo empresariado. Fica a dúvida: será que o dinheiro sai dos bolsos dos empresários? Acredito que não. Na planilha de custo de produção de um produto ou de prestação de um serviço já está incluída, além dos impostos a ser recolhidos, dos encargos sociais, mão de obra e despesas operacionais, uma porcentagem a ser repassada aos políticos ou partidos em ocasião oportuna. Em outras palavras, quem paga é o consumidor final. Ao empresário resta apenas recolher aos cofres públicos os impostos e tributos.
Onde está o pecado? Se o patrão dá ordem a seu empregado porque lhe paga o salário, porque não dar ordem ao político que ele financiou? Os empresários não perceberam que o consumo é inversamente proporcional ao valor de mercado do produto. Quanto menor o custo de produção, maior o consumo. A maior parcela do custo de produção de um produto são os encargos sociais e impostos. O pecado é o seguinte: por que os empresários não ordenam a reforma tributária para baixar o custo Brasil para aumentar a produção e competitividade de nossos produtos tanto no mercado interno como no externo?
Em épocas passadas os Senhores Feudais e posteriormente os Senhores de Engenho ditavam as normas e eram fielmente seguidas pelos servos. Num certo dia treze de maio a categoria de servos foi extinta no Brasil. Infelizmente não foi da forma que preconizava o Imperador: incluir os ex-escravos na sociedade sem trauma social e financeiro.
A Casa Grande dos dias atuais fica no Planalto Central e o alojamento dos feitores é o Congresso Nacional. Os Senhores de Engenho do passado são os empresários de hoje. Produzem a Riqueza da Nação, mas não mandam. De certa forma a escravidão continua. Os escravos não estão no chão da fábrica ou na lavoura. Somos todos nós. Ao invés dos escravos que trabalhavam sem remuneração, por cama, mesa, banho e assistência médica, hoje pagamos impostos para receber os benefícios que os escravos recebiam gratuitamente. O que mais entristece, é o fato que somos nós que escolhemos os feitores do Congresso Nacional e o Senhor da Casa Grande. Hoje uma Dona.
Se os empresários sérios não derem um basta, a Senzala será ocupada por todos nós: patrões e empregados.