terça-feira, 29 de agosto de 2017

Ambiente



Nem sempre é possível viver num ambiente ideal, tal qual nossa imaginação cria. Todos os ambientes têm seu hora e seu tempo. DJ e baladas são para os atuais adolescentes. Orquestra e bailes são para adolescentes de outros tempos e que atualmente têm o privilégio de ter conhecimentos e gosto para músicas com mais harmonia.

Ambiente não é só decoração de festa. É tudo que nos cerca. As paredes, o jardim, os colegas de trabalho e as amizades. Não é possível viver fora de um ambiente. E se for saudável, a vida será muito melhor.

A natureza é o ambiente que vivemos. Em nossas casas cuidamos do jardim. Plantamos roseiras, plantas ornamentais e lá num cantinho até árvores frutíferas. O bairro e a cidade são, ou deveria ser, a extensão de nossos lares. Não é o que vemos quando saímos para trabalhar ou à tão benéfica caminhada.

Caminhar pela calçada é missão quase impossível. Existem muitas em mau estado de conservação. Outras com rampas para entrada de carros. De tão altas parecem obstáculos. Sem contar que existem desníveis de um vizinho para outro. E para fechar, não há arborização adequada. Melhor ficar no ambiente do jardim de casa.

Ambiente é tudo que nos cerca. E Meio Ambiente? Também é tudo que nos cerca e para que seja preservado é preciso observar os fatores físicos, químicos e biológicos. A preservação do meio ambiente é um ato típico de pessoas evoluídas. A evolução é pessoal e nada tem a ver com escolaridade ou nível intelectual. Sobretudo riqueza.

Pescador profissional não deveria existir no Estado de São Paulo. Este parasita vive da pesca e não observa as leis, utilizando a pesca predatória. Quem quiser vender peixe, que os crie. Tal qual o pecuarista faz, cria boi para vendê-los.

Sem água não é possível viver. Rio sem peixe é rio morto. Tanto os rios como os peixes fazem parte do meio ambiente. É preciso preservá-los. E por que não revitalizar os córregos urbanos de Birigui?
Entra prefeito, sai prefeito e o problema continua. O problema chama-se: falta de água nas torneiras. Só falta água nas torneiras, porque as do Ribeirão Baixote continua sendo perdida e indo para o Rio Tietê. Água do Baixote não rende dividendos. Poço profundo rende. Não se sabe pra quem, mas rende. Então? Por que o Ministério Público não questiona? Em entrevista num programa de rádio, o prefeito disse que será perfurado mais um poço profundo.

Inúmeras regiões da Terra sofrem com o flagelo da seca. Falta água de superfície. Nestas regiões a alternativa é perfurar poços. Não é o caso de nossa cidade. Por que buscar água no subsolo, se temos em abundância na superfície? É aceitável a existência de poços para eventual emergência, mas não explorá-lo comercialmente, como está sendo feito e provavelmente assim também será com o novo poço. Traduzindo: dinheiro para o bolso de alguém.

Pode um poço causar danos ao meio ambiente? Pergunta difícil de ser respondida, mas estudiosos afirmam que o centro da Cidade do México está afundando porque houve abertura de poços de maneira desordenada, causando o rebaixamento do lençol freático. Este problema, no entanto, não é do nosso prefeito. É do prefeito mexicano.

A voçoroca não é só um buraco provocado por erosão pluvial. Pode aparecer uma cratera de um momento para outro. Sem aviso prévio. Porque ao retirar a água do subsolo, ficou um caverna que pode ruir a qualquer instante. Há registro deste fenômeno em nossa região.

A preocupação não é com a voçoroca ou com o rebaixamento do lençol freático e sim com o Meio Ambiente. Plantar árvores nas ruas, cuidar das matas ciliares, utilizar água de superfície e assim preservar a água do subsolo para quem realmente precisa.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Luz



Dantes não tivesse ido,
As luzes estavam acesas,
Não havia porém
Inusitado Ser a sorrir e a iluminar
Enquanto espera um pedaço de pão
Luz que tu és e iluminas-me, não estava no balcão.
Apenas a lembrança de vê-la ficou.

Bastou ver teu sorriso brilhante,
A chuva, que lá fora cai, deixa o dia escuro.
Raiar o Sol não pôde.
Bem! Não pôde porque tua Luz voltou.
Onde tu estiveres,
Ser iluminada que és,
A tua Luz será o Sol que alimenta os poetas.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Arrastão



Liberdade de expressão é bom. Tão bom que falar o que pensa pode ser uma arma. É com palavras que a imprensa eleva uma pessoa ao patamar de ídolo e também com palavras as destrona. A Imprensa tornou-se o Quarto Poder. Substituindo o Poder Moderador ocupado pelo Imperador.

Particularmente, não gosto da expressão: a voz do povo é a voz de Deus. Talvez por admirar o “Século das Luzes” e ser um possível discípulo dos iluministas. Neste século muitas reformas ocorreram na sociedade e nos Estados, tendo como ponto de partida o Iluminismo. Os iluministas tinham posições contrárias às doutrinas da Igreja e ao Estado, mas nunca pretenderam extinguir estas duas organizações, pois há pessoas que precisam ser tutelados.

O povo, por ser tutelado, não pode ter a voz que tudo decide. Os iluministas aceitavam a opinião popular, mas não aceitavam ignorantes no poder. Como o iluminismo é fundamentado na razão, nada mais lógico do que estabelecer uma pirâmide onde no topo estarão as pessoas preparadas para governar.

O jornalista quando sai a campo, houve a voz do povo. Este povo, que acorda todas manhãs para trabalhar e conseguir o sustento da família, não está preocupado com o desfecho dos processos sobre os bandos de deputados corruptos ou episódios que envolve o Presidente da República. O povo está preocupado com o arrastão.

Arrastão? Não se trata daquela rede que puxa os peixes para a orla, mas dos bandos que assaltam residências, prédios, condomínios, caixas eletrônicas e pessoas nas ruas sem a menor preocupação de serem rechaçados pela segurança interna dos condomínios ou presos pela Polícia.

Mesmo não tendo informação e cultura adequada, o povo usa a razão segundo suas necessidades. É neste segmento que entra a terrível e talvez benéfica expressão: a voz do povo é a voz de Deus. Nas ruas o povo tem saudade do Regime Militar, que os opositores chamavam-no de ditadura. Nas entrevistas sobre o período militar, que foi a suposta última ditadura, as pessoas não mencionam perseguições políticas. O povo quer tutela. Quer sair pela manhã para trabalhar e não ser assaltado. Voltar para casa e não encontrar sua casa furtada. O povo tem saudade do período que os professores eram respeitados, a Polícia era autoridade e os bandidos eram tratados como tal.

De certa forma estamos vivendo numa ditadura. A ditadura dos desmandos. No Brasil não se chega ao poder por capacidade intelectual ou conhecimento de administração da coisa pública, mas por fraudes eleitorais. Os publicitários vendem os candidatos e os eleitores compram. Neste processo os eleitores compram gatos por lebres.

O maior exemplo está no Palácio do Planalto. A Chapa Dilma/Temer venceu as eleições, mas não poderia ser diplomada. O auditor do TSE, após conferir as planilhas de gastos, descobriu diversas irregularidades, recomendando a rejeição das contas. Na prática, significava impedir a diplomação da Chapa Dilma/Temer, como determina a lei. Sem aprovação das contas não haveria posse. Entretanto, o Sr. Lewandowski mandou alterar o parecer. As contas foram aprovadas e a Chapa eleita foi diplomada e tomou posse. A Presidente foi cassada, mas o Vice não. O povo cumpriu seu dever e obrigação: votou. Os eleitos não cumpriram seus deveres e obrigações. Cometeram crime eleitoral e não foram punidos. Tudo que está acontecendo poderia ser evitado.

Arrastão! Estão arrastando para o bueiro a dignidade do povo brasiliano, se é que este povo tem dignidade, pois quem elege os agentes políticos é este mesmo povo. Povo que legitima no poder quadrilhas, que estão sendo delatadas por corrupção.