sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Monarquia Absolutista

Por que ainda existe monarquia? Para sabermos como tudo começou é preciso voltar aos tempos da caverna. Provavelmente os pré-históricos tinham um líder. Talvez o mais forte. A história sempre registrou que os mais fortes prevaleceram no poder. Pelo vigor ou por artimanhas.

Moisés queria ser faraó. Não conseguiu. Pegou seu povo, atravessou o Mar Vermelho e foi para Canaã, porém o Senhor não permitiu a sua entrada na Terra Prometida. Para ser rei em Israel era preciso que Deus se manifestasse e assim foi. Saul foi o primeiro. Os reis de Israel eram protegidos por Deus. No meio deste caminho mataram Jesus e surgiu uma nova religião fundamentada no judaísmo e cerimoniais pagãos.
Israel deixou de ter reis. A concepção, entretanto, de que ser rei era uma vontade divina permaneceu. Os reis eram coroados e sagrados pela Igreja. A grosso modo assim surgiu a monarquia.
Na monarquia o herdeiro do trono é o filho primogênito. Por falta de bom senso a monarquia chegou ao absolutismo. A Inglaterra foi o primeiro reino a limitar os poderes do rei. Criaram a constituição. O povo passou a ter voz e voto. O Império do Brasil foi um império constitucional. “Disse Dom Pedro I em discurso aos deputados que a Constituição deveria impedir eventuais abusos, não somente do monarca, mas também por toda a classe política e da própria população.”.
Ao longo do tempo uma minoria passou a discordar deste processo de sucessão. Surge a república. O povo escolhe seu governante. Em termos práticos parece que não houve mudanças. Não existe mais a figura de um rei. O presidente o substituiu.
A proposta da república era que não houvesse um só mandando. O povo elegeria uma ou várias pessoas para exercer o poder. Cessado o mandato, escolher-se-iam novos titulares para os cargos. Os eleitos, entretanto, encontraram um mecanismo de se perpetuarem no poder. Não com o dom divino da monarquia, mas com a reeleição.
A existência do funcionário no exercício das funções do Estado é fundamental e necessária. Deve receber salário digno para que não se corrompa. Deve ser subordinado ao eleito, mas não submisso e subserviente.
Se no passado a sociedade organizada aboliu a monarquia, por que não abolir a reeleição? A lei dá aos presidentes poderes. Eles nos passam a impressão de que são reis absolutistas. Somos enganados e nada podemos fazer contra este poder absoluto. A monarquia absolutista foi extinta na França com a Revolução Francesa, mas o absolutismo não foi extinto. Sobreviveu e perpetuou em países comunistas como foi o regime implantado na extinta União Soviética e ainda sobrevive em Cuba.

No Brasil o absolutismo se mantém utilizando a prática de compra de votos. Compram-se votos para se elegerem (Bolsa Família) e compram-se votos dos parlamentares para que seus projetos sejam aprovados (Mensalão). Aparelham o Estado e calam a imprensa.
Quantos políticos estão flutuando na crista da onda do poder há décadas? A reeleição garante a perpetuação no poder. É preciso renovar. Renova-se a terra para que a colheita seja melhor.
Se a reeleição fosse extinta, teoricamente não existiriam tais parlamentares que fazem da política uma profissão. Como no Brasil sempre se dá um jeito, certamente os políticos criariam uma organização paralela para dar ordens aos “laranjas” que assumiriam os cargos em seus lugares no poder.
Acabamos com a monarquia, mas não acabamos com o absolutismo. Um cidadão comum raramente consegue se eleger. Monarquia Absolutista e reeleição têm diferença?

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Vereador


Não é raro ouvir pessoas tecerem comentários desabonadores sobre as atitudes de vereadores. Alguns dizer que vereadores não servem para nada. Outros misturam o cidadão com o cargo que ocupa e exageram nos argumentos, dizendo que o determinado cidadão não tem nível para ser representante do povo. Seria bom resgatar as reais funções do vereador. Este resgate deveria partir dos próprios vereadores, para que o povo ignorante e sem cultura fique esclarecido.
A melhor regra para construir o futuro é estudar o passado. A função do vereador começou no Império Romano. Lá o vereador era chamado de edil.
Existe controvérsia sobre a origem da plebe em Roma. Não se sabe exatamente como esta população se estabeleceu em Roma. Plebe em latim significa multidão não organizada. Este povo morava no Império Romano. Eram livres. Podiam possuir bens, terras, comércio, trabalhos artesanais e agrícolas entre outras atividades. Pagavam impostos e prestavam serviço militar. Mas não eram patrícios (cidadãos). Os plebeus não tinham direitos políticos nem civis.
Como os plebeus pagavam suas contas e impostos, mas não tinham direito a nada, nem por isto, fizeram passeata e nem foram para a rua protestar. Simplesmente pegaram seus pertences e foram para o lado de fora das muralhas de Roma. O propósito era fundar uma cidadezinha ali por perto e ter direitos.
Os romanos sempre foram habilidosos em suas conquistas. O caso da condenação de Jesus foi a mais hábil. Pilatos lavou as mãos. Os romanos ficaram de fora do julgamento. Usando a habilidade, os patrícios, que eram os verdadeiros romanos, percebendo que precisavam dos plebeus, propuseram um acordo que seria bom para ambas as partes. A plebe concordou e voltou para dentro das muralhas de Roma. Uma das cláusulas deste acordo era a criação da edilidade da plebe. A plebe elegia dois edis. Depois o número foi aumentando.
A função do vereador daquela época era manter e garantir o bom funcionamento de edifícios, obras, serviços públicos, práticas religiosas e cultos. A criação do cargo de edil deu tão certo, que em cidades longe de Roma os edis eram funcionários do Império.
Começou com dois. Depois o número foi aumentando. Nos tempos atuais, os vereadores têm praticamente as mesmas funções. Numa cidade com pouco mais de cem mil habitantes, dezessete vereadores são suficientes para exercer todas as funções? Em algumas cidades os vereadores só se reúnem três vezes por mês. Não trabalham em julho e dezembro. Será que trinta sessões por ano é suficiente para fiscalizar todas as atividades do Poder Executivo e defender os interesses da plebe. O que se vê são inúmeras propostas e projetos esdrúxulos apresentados pelos vereadores. Por força de Regimento a dinâmica das sessões fica engessada.
Plebe é uma multidão não organizada. Talvez seja o nosso caso. Elegemos vereadores que fazem o jogo do poder e não o jogo que a plebe necessita. Entretanto, alguns vereadores nos faz lembrar os edis do Império Romano. Fiscalizam e denunciam atos ilícitos. Outros esquecem suas obrigações. Acobertam atos ilícitos para permanecer na corte do Poder Executivo.
Que importância tem para uma cidade industrial e pobre criar mais um feriado municipal? Birigui é uma cidade com escassez de recursos para custear as necessidades da plebe e riqueza só vem da produção de bens e serviços. O município perderá um dia de produção.
Dois edis propuseram e foi aprovada uma lei que criou o feriado de carnaval. Será o dia do ócio, porque em Birigui não tem carnaval há muito tempo.
O prefeito não sancionou esta lei que causa prejuízo à indústria e ao erário público. Quem sancionou foi o presidente da Câmara, que pertence a um partido de esquerda, que quer impor o comunismo no Brasil, que ganha votos com o Bolsa Família, que aparelha todos os órgãos públicos. Sancionou sem considerar o prejuízo que esta lei vai causar. Por outro lado um vereador entrou com projeto de lei pedindo a anulação do feriado do ócio. Entretanto, por motivos que não interessa a cidadãos de bem, o projeto foi retirado da pauta. O circo vai continuar, sem pão, sem creche, sem saúde, sem segurança.
Não faz muito tempo. Os vereadores de Birigui não tinham remuneração para ocupar o cargo. Como seria o quadro de vereadores se não houvesse remuneração e nem assessores?
É hora de ir para o lado de fora da muralha. Quem sabe surge um acordo entre o Império e a Plebe.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Profundeza


Toda vez que forças ocultas querem perfurar um poço profundo, começa a faltar água nas torneiras da cidade.
Pode até ser coincidência. Está faltando água em alguns bairros de Birigui. Em uma entrevista numa rádio da cidade o prefeito de Birigui anunciou que será perfurado mais um poço profundo, porque está faltando água.
Perfurar poço em cidade que tem abundância de água de superfície é um verdadeiro crime ecológico. Além de gastar água de quem precisa e de quem vai precisar no futuro.
Birigui não precisa de poço profundo. Apenas um como reserva em caso de eventual catástrofe.
Lamentavelmente não existem ambientalistas em Birigui. Alguns se rotulam, mas não são.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Desmantelando


Chegou a hora de desmantelar Mandela e todos os falsos ídolos. Falsos ídolos são pessoas que se tornaram líderes ocupando espaço na mídia defendendo alguma proposta. Entretanto, na vida real não respeitam nada do que pregavam.
Guerras tribais na África é um fato comum. As tribos se odeiam, se escravizam e se massacram umas as outras. O apartheid foi apenas o pano de fundo do palco da deificação de Mandela. A cruzada mundial contra o apartheid e pró-Mandela tinha dois pilares. De um lado os americanos defendendo as minas de diamantes e outros minérios. Do outro lado a União Soviética querendo implantar o comunismo na África. Mandela aceitou ajuda dos dois lados.
Durante o governo branco, a África do Sul era anticomunista e pró Israel. Mandela apoiava o terrorismo palestino e criticava Israel. Também fazia parte do Partido Comunista da África do Sul. O propósito não era acabar com o apartheid e sim implantar o comunismo. “Mandela foi um terrorista. Seu modus operandi incluía uso de minas e explosivos contra civis inocentes, assassinato de negros não alinhados à sua causa, incêndios contra negócios cujo proprietário era negro, greves e boicotes incitados através de coerção e tortura. Aterrorizava as mesmas pessoas que dizia estar libertando da tirania do apartheid”.
O presidente da Rússia Vladimir Putin não compareceu ao funeral de Nélson Mandela e não recebeu nenhuma crítica. O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e o presidente Shimon Peres também não foram. Os meios de comunicações internacionais ficaram chocados com a atitude dos dois dirigentes judeus. Mandela era declaradamente contra o Estado de Israel. Como pode um ganhador do Prêmio Nobel da Paz discriminar o povo Judeu e o povo Zulu? Quanto a Putin nada falaram.
O Brasil, por sua vez, mandou para o funeral a Dona Presidente e todos os ex-presidentes. No discurso a Dona Presidente disse que Mandela inspirou os brasileiros. Pode ser que inspirou os terroristas, que como ele foram presos por tentar implantar o comunismo no Brasil. Invasões de fazenda pelo MST, tal qual Mandela fazia com os Africâneres e Zulus.
Chegou a hora de desmantelar os nossos falsos ídolos. Para que construir estádios se precisamos de hospitais. Para que importar médicos se o que precisamos é de condições de trabalho para os médicos brasileiros. E também acabar com a corrupção dentro dos hospitais.
Chegou a hora de desmantelar os falsos ídolos que ficam no poder em Birigui e nada fazem pela saúde. A Sra. Marli Aparecida Gamba Waltrick precisou realizar uma cirurgia da vesícula. Seu marido a levou ao pronto-socorro. Do pronto-socorro foram encaminhados a um “postinho”. No “postinho” teria que agendar um clínico para indicar um cirurgião, cuja fila de espera está torno de três meses ou mais. Se não puder esperar é só pagar R$ 3.600,00, fora raios-X, eletro do coração e exame de sangue. Todo procedimento ficaria em torno de R$ 3.800,00. Sr. José Carlos Gomes, seu marido, não teve dúvidas. Foi a Promissão, onde tem o Hospital Geral de Promissão, o AME – Ambulatório Médico de Especialidades e a Casa de Saúde da Mulher e, em menos de dezoito horas conseguiu marcar a cirurgia, a qual foi realizada com êxito e sem custo para a família.
Dia 28 de dezembro uma senhora de 86 anos caiu e fraturou o fêmur. Teria que ser operada, porém apareceu um entrave. Havia cinco pacientes aguardando sua vez e mais quatro no pronto-socorro. Sendo um caso de urgência a família procurou alguma alternativa. Neste caso só há uma. Mesmo sem recursos financeiros, optou por pagar a cirurgia.
Quando se paga pelo procedimento médico, à família do paciente é reservado o direito de escolher o médico. Entretanto, escolhido o médico, um funcionário da Santa Casa de Birigui tentou por diversas vezes encaminhar a cirurgia para o plantonista, transparecendo haver um esquema de direcionamento dos pacientes a determinados profissionais.
Chegou a hora de desmantelar o que está errado.